terça-feira, 3 de dezembro de 2013

PRECE DA PAZ



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Yevarechechá Adonai
veishmerêchehá
Iaêr Adonai panáv
elêcha vichunêka.
Issá Adonai, panáv
elêcha veiassêm
lechá Shalom!♥

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O Senhor te abençoe
e te guarde.
O Senhor faça resplandecer
o Seu rosto sobre ti,
e tenha misericórdia de ti.
O Senhor sobre ti levante
o Seu rosto e ponha
em ti a paz!

UMA ORAÇÃO PARA PROTEGER MEU DOMINGO


[E o de todos nós] 

Que a força de Deus, Todo Poderoso, afaste os que  desejam o mal, os maledicentes, os que mentem, os que aumentam, os que ameaçam, os que blasfemam.
Que o poder do Deus em que creio não me deixe levar pela ignorância e pela ingenuidade de responder aos ataques, de tentar retribuir o malfeito, de colocar qualquer tipo de rancor dentro do meu coração.
Que não me deixe pensar que tenho a santidade que não possuo, mas me ajude a evitar a desvalorização própria, o me pensar mais imperfeito do que realmente sou. 
Que me aceite com minhas imperfeições que são muitas, mas lembrando sempre que existe, por menor que seja, uma chama de luz que não se apagará nunca, dentro da minha alma imortal. 
Que aprenda a trabalhar essa luz para poder dividi-la entre os que necessitam, como eu necessito.
Que eu me perdoe de todos os atos falhos passados e busque revertê-los
me esforçando na tentativa do bem, e, mesmo que caia no erro mais outras vezes, que sempre me levante e conserte, na medida do possível. 
E que cada vez caia menos.
Que afaste de mim todo e qualquer ser que não esteja em busca dessa luz, e que entenda que meus parceiros de jornada são tão imperfeitos quanto eu, mas buscam, também, a estrada certa, a que nos levará - um dia - a sabedoria e ao controle dos instintos primitivos.
E, por mais dura que possa parecer a vida, por pior que possa ser o dia, eu entenda no final que o bem sempre vence, pois o sol, em lição de claridade, renasce, mesmo que não o vejamos através da chuva ou das lágrimas.
Por fim, que Deus abençoe, abundantemente, a todos nós, aos que acreditam e aos que não acreditam. Aos que seguem suas leis e aos que viram as costas a todo e qualquer comedimento. Aos puros e aos que lutam na caminhada tentando achar a estrada. Aos dos degraus elevados, e aos que começam a subida agora. 
Somos todos Filhos de Deus, graças!
Assim seja, hoje e sempre, em nome do Senhor.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ACEITAÇÃO DAS DIFERENÇAS - DIFÍCIL EXERCÍCIO.



Que a gente aprenda a tolerar a diversidade exercitando as diferenças.
Somos seres humanos, passíveis de imperfeições, nem sempre estamos certos, mas quase sempre estamos julgando o irmão que pensa diverso.
Estamos todos encarnados na mesma harmonia, não na mesma sintonia.
Harmonizamos na mesma faixa para que o convívio possa se fazer o mais suave possível. 

Não na mesma sintonia porque estamos em ondas diferentes.
Existe um mundo próprio dentro de cada ser que só a ele pertence.
E esse mecanismo faz com que cada um seja único em pensamentos e atos. 

O que é certo pra uns não é obrigatoriamente para todos que circulam na mesma zona de ação.
O respeito ao livre pensar, mesmo que radicalmente contra o nosso, é um exercício diário de tolerância, precisa ser praticado apesar e além dos conflitos e das turbulências da alma. 

Não podemos achar que a nossa verdade é a única com o peso e o valor correto.
Seria perfeito se o mundo inteiro falasse o mesmo idioma de amor e paz? Talvez.
Mas não é este o plano de Deus, com certeza, porque se fosse Ele teria feito um povo unificado, em série, sem diferenças e numeradinhos. Robotizados e formatados para um só comando e pensar.
Preferiu nos deixar o livre arbítrio, cada um agindo conforme suas convicções internas, sua carga cultural, seu aprendizado no grupo a que está inserido, sua religiosidade ou sua não crença, suas aquisições pessoais ao longo do trajeto.
Entendo que só o caminhar nessa estrada cheia de tropeços chamada vida nos faz, com o tempo, mais tolerantes, menos julgadores. Quanto mais caminho percorrido maior o entendimento sobre o direito do outro em ter sua opinião, mesmo que ela nos pareça uma besteira descabida.
Só se chega ao final da linha quando nem achamos mais tão besteira assim, pois entramos no nível mais apurado do não julgamento. 

E aí o que o outro pensa diferente não mais nos aborrece, machuca ou tatua nossa alma em forma de mágoa. O pensar diferente do outro não e mais visto como agressão pessoal, quando é só direito de ter também opinião formada, apesar de diversa.
Fácil falar em aceitação, difícil é a prática, é colocar isso no dia a dia.
Estou me esforçando, as vezes escorrego e tenho que voltar várias etapas, recomeçar tudo. 

Outras vezes me esborracho no chão, me ergo com dificuldade e, novamente, recomeço do zero.
Procuro não desistir de tentar quantas vezes for preciso, na esperança de que, um dia, lá no futuro, tenha a lição pronta.
Difícil sim. Não impossível.
Somos seres imperfeitos, nenhum encarnado nesse plano é modelo de perfeição ainda.
O que já atingiu a meta não está entre nós, provavelmente já se encontra nesse mundo de igualdade que sonhamos alcançar.
Mas não é olhando a "deficiência" no modo de pensar do outro que chegaremos lá, e sim aceitando o fato de que somos tão deficientes quanto.
Que eu, daqui, continue imperfeita, mas me policiando, vigiando a alma para não cair na tentação de julgar quem quer que seja por pensamentos, palavras e atos. Espero que consiga ainda dentro do prazo que me foi dado.
E que o sol continue a nascer para todos nós, Luz necessária ao esclarecimento e a paz.

[ 9 – Por que vês tu, pois, o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar-te do teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave? (Mateus, VII: 3-5)]

[ 9 – Por que vejo eu, pois, o argueiro no olho do meu irmão, e não vejo a trave no meu olho? Eis como devo dizer a meu irmão: Deixa-me tirar-te do olho o argueiro, depois que retirar do meu a trave?]

quarta-feira, 3 de julho de 2013

PRECE PARA TEMPOS CONTURBADOS


Senhor, nesses tempos difíceis que estamos atravessando, nada quero pedir.
Sabes o que necessito e tens me contemplado, abundantemente.
Quero só agradecer.
Grata, Senhor,
por enviar Tuas Centelhas de Luz, não permitindo que a escuridão domine minha alma.
Por vislumbrar a Tua Bondade em meio a turbulência, estendendo a Tua Misericórdia sobre minha cabeça.
Por ser a espoliada, não a que espolia.
Por ser a oprimida, não a que oprime.
Por ser a injustiçada, não a que abusa e comete injustiças.
Por ser a que chora, não a que zomba e ri das dores e sacrifícios alheios.
Por ser a que tem falta, não a que excede acumulando, deixando tantos a descoberto.
Por ser a que enxerga, não a que se cega pela arrogância.
Por ser a que tenta praticar a humildade, não a que quer poder a qualquer custo.
Por ser a que busca o equilíbrio da solidariedade, não a que vira as costas.
E, principalmente, por ser a que eleva a prece, não a que empunha a arma.
Obrigada, Senhor e que a Tua Paz se faça em todos os espíritos encarnados nessa Tua Terra, e que a Tua Luz alumie todas as mentes.
Assim seja, hoje e por todo o sempre,
amém.

(elza Fraga)

domingo, 7 de abril de 2013

E VOCÊ, DESISTE OU LUTA?



Tanta vaidade entre nós... Tanto arrogância sujando nossas almas.
Tantos se julgando superiores aos companheiros do caminho.
Tantos achando que amam, por que é interessante amar alguém com visibilidade, espaço, situação financeira ou "pedigree".
Tantos perdidos na estrada, orgulhosos do que não são, atropelando quem está no caminho, ou ignorando, que é bem mais doído.
Tantos abandonando os que não lhes presta mais por doença, idade, prazo de validade perto do vencimento.
Tantos buscando ajuda e recusando a orientação porque confundem com conselho ou manobra.
Tantos chorando por besteiras, desamando por puro egoísmo, afastando pessoas por maldade porque as acham indignas de participar do seu círculo, vendo as imperfeições alheias sentados sobre o próprio rabo.

Achando o capim do vizinho sempre mais verdinho.
A roseira alheia com flores mais viçosas.
A lua brilhando mais sobre outras cabeças.
E se riem em público é o riso frio dos que não mostram a alma por receio de se desvendar.

Ah, como prefiro o exuberante no conversar.
O espalhado no sentimento.
O de risada larga, braços abertos para abraços quentinhos de conforto.
O que se sabe igual a todos, com imperfeições e qualidades, mas procura só perceber o lado Luz dos outros.
Ignora o que o outro ainda não aprendeu, pois sabe que todos caminham pra sabedoria plena, e aquele que não sabe hoje, aprenderá com a vida. Não foca nas falhas que vislumbrar, mas valoriza os acertos.
O que esquece o passado no passado, lembra alguns momentos difíceis nas horas que precisa relembrar lições, ou os bons nas horas da saudade, pra elevar o pensamento ao Criador e dizer, do fundo do espírito, sou grato!
O que agradece pelos amigos que ainda estão por perto, e pelos que partiram, entendendo que só se fica enquanto a rota é necessária, o tempo preciso e justo, nem um segundo mais que o decidido por um Poder Maior.
O que valoriza quem lhe deu a chance de estar neste mundo, enquanto tantos se encontram nas filas reencarnatórias em súplicas por um espírito caridoso que os aceite e conceba.
E compreende o quanto vale esta oportunidade de aprendizado na matéria.
O que abre o coração a todos por igual, não eleva uns e rebaixa outros , fazendo gangorra da vida, pois vê que esta é o bem mais precioso do encarnado, e quanto mais se fizer elo da corrente, mas vai multiplicar suas chances de sair deste mundo com a consciência tranquila dos que tentaram seguir as leis de irmandade e amor incondicional.
O que conseguiu entender que por aqui não existe linha divisória, fomos nós, ignorantes seres humanos, que inventamos fronteiras, valores e posições sociais.

E, envergonhada, me reconheço na turba de aflitos em busca do caminho.

O que sabe a que veio, entende que tem uma missão a ser realizada, este já andou meio caminho.
Só quem anda a outra metade é o que descobre que missão é esta e a cumpre até o fim.
Todos nós temos ciência que o número dos que andaram a trilha quase inteira é pequetito.
E quando empurramos os que cruzam nossa trilha para o lado, com comentários, abandonos, descrença no que eles podem, covardia, cotoveladas na pressa de estar na linha de chegada, estamos empurrando, junto, nossa alma e nossa chance de subir degraus.

Nunca me retirei da lista dos que erram todos os dias, mas me vigio e tento colocar as imperfeições no tabuleiro das características pessoais e abafar até matar por asfixia, uma a uma.
Enquanto se está na carne temos tempo, talvez curto, por isso corro o mais que posso.
Mas sei que é vetado buscar o que foge da gente, o que agride com maledicência, calúnia ou gritos, o que não quer aproximação.
Como também sei impossível desculpar o que não quer ser desculpado por orgulho, mesmo que sejamos nós, ou não, os devedores do pedido de desculpas.

Neste tempo passado aqui, neste mundinho azul, do pouco que aprendi, me dói mais estes ensinamentos:
Somos todos tortos, imperfeitos, vaidosos, solidários só com quem a gente acha merecedor e irresponsáveis quando se trata de preservação de qualquer tipo de vida no planeta.
Canibais, comemos nossos irmãos animais, quando a Terra nos fornece o alimento do seu seio, como a mãe generosa dá o peito ao filho que sente fome.
Arrogantes, nos julgamos mais inteligentes, mais brilhantes, mais merecedores. Que o mundo nos tire o chapéu ou nos bata continência, afinal estamos no topo da cadeia alimentar.
E aí me pergunto... Até quando?
Giramos em torno dos nossos próprios umbigos, somos o centro do nosso universo inventado. Forjamos cartão de visitas com o desenho do que gostaríamos de ser.

Aprendi também o mais importante, e que serve de conforto nas horas insones:
Quando cada um de nós usar o tempo para desfazer estes equívocos, se sentir parte de um todo, e não um todo a parte, aí sim, o planeta engrena e muda a rota. Vai de encontro a Luz.

Daqui do meu cantinho peço ao Senhor que possa resgatar o meu tanto desta consciência perdida.
Difícil tarefa, caio e levanto quanto for preciso na tentativa, mas decidi, não desisto, mesmo que não consiga ainda desta vez.
Carregarei comigo para além do Portal Mágico a certeza de ter tentado, mesmo com todos os contras da tarefa.

E você? Desiste ou luta?

[elza fraga]

sábado, 6 de abril de 2013

NÃO FAÇA DA SUA ALMA CAMPO DE CONFLITOS



Hoje, pegando os ensinamentos da Grande Fraternidade Branca, deparei-me com um texto falando sobre as dificuldades que estão por vir e nos dando alento, pois as mudanças doerão um pouco, mas virão para que tudo, enfim, entre nos eixos.
Sei que muitos não acreditam, e os respeito tanto quanto os que professam o meu credo.
Mas não custa alertar para que não se deixem envolver pelo pessimismo, pelo medo ou pela desesperança.
O final será para o bem.
Apenas confiem e se entreguem a esta nova energia que está vindo, desconhecida ainda, mas iluminada, transformando todos os que se abrirem a recalibração e ajustes.
Que cada um tente não sair de sintonia com pensamentos de tristeza, de desalento, de ira. Pense paz e harmonia.
Evite se sentir injustiçado ou se vitimizar, isso só quebraria um elo na corrente de Luz, fazendo com que a mudança seja mais lenta e dolorosa.
Agora é só manter acesa a chama com pensamentos de amor incondicional. Vigiar a mente para que não fuja ao controle, o espírito é o comando, não a carne.
E tentar não cair nas teias passadas, pois todos trazemos, do pretérito, mazelas e imperfeições quase visíveis a olho nu.
Não se preocupe com elas, todos cometemos nossos erros e falhamos várias vezes, a Misericórdia sempre virá em socorro
do que se dedicar ao combate dos deslizes e desajustes.
Que o passado pertença ao passado, e por lá fique.
O que nos é pedido daqui pra frente é amor ao próximo, mesmo sem retorno. Respeito e proteção a toda forma de vida. Ajuda ao irmão que segue mais lento, oferecendo a mão.
E, principalmente, orientação se for pedida. Sem tentar ensinar nada, de nada sabemos, a orientação recomendada é sobre o valor do amor, da calma e da caridade [não só com a família, mas com os que chamamos de "estranhos" também, ninguém é estranho sob o sol do planeta].
Mesmo que não acredite, confie em uma Força Maior e não se deixe abater por notícias alarmistas, serão muitas, mas não faça da sua alma campo de conflitos.
Medite, ore na sua fé, se a possuir, e tente manter o equilibrio, tudo dará certo. Aliás, já deu!

[elza fraga]

Segue trechos da mensagem de Confúcio:
(Fonte: Boletins Ponte de Luz para a
Grande Fraternidade Branca - NaveLuz)

"Há alguns acontecimentos terrenos que indicam grandes mudanças, de forma que já percebemos como o tempo se aproxima e muitas coisas mudarão em nosso mundo. Há transformações na política e na economia, mas não acontecerá de uma vez, e sim em etapas, de forma lenta, para que também possa ser mais facilmente tratado pelas pessoas. O que mudará, no entanto, é a vibração, e ela virá acompanhada da visibilidade de muitas coisas que ainda estão invisíveis, e isto causará irritações nas pessoas, pois serão confrontadas com suas próprias sombras e não saberão o que isto significa.
...
Nós já lhes dissemos muitas coisas sobre isto, e parece que este momento se aproxima trazendo consigo outros comportamentos vibracionais sobre a Terra, mas isso acontecerá aos poucos, de forma que as pessoas possam se adaptar a eles.
...
Por isso, lhes pedimos para assimilarem bem esta mensagem, a fim de que saibam o que estará acontecendo quando chegar a hora. Meus amigos, estejam preparados para reagirem a todos as transformações quando algo mudar no mundo de vocês, é por isso que lhes avisamos sabiamente, e com a finalidade de que possam ajudar seus entes queridos quando chegar a hora.
[Confúcio]

terça-feira, 2 de abril de 2013

ABANDONO : CULPA, REDENÇÃO OU CARMA?


(Reflexão pra todos nós que caminhamos para a velhice, desde o dia em que nascemos)

Quando um ser humano relega ao abandono outro ser humano, por idade ou por achar no outro algum desmerecimento, seja parente ou apenas amigo
[e não falo do abandono de jogar fora num asilo ou numa casa de acolhimento, que isso, as vezes, é até caridade, falo do abandono de visitas, de telefonemas, de cuidados, de palavras de carinho e incentivo, de amor],
ele planta a semente do futuro, e cego, não enxerga o caminho sendo traçado.

Sempre o que abandona caça até achar sua desculpa:
_Ficou magoado com frases que não gostou de ouvir, afinal, o abandonado sempre cobra demais, é babão demais, é pegajoso demais.
_Seu tempo é curto, a vida é dinâmica demais pra se perder tempo com gente que já nem entende seus problemas.
_ O "em questão" não lhe merece mais o respeito, pois se aposentou, saiu do mercado da vida, dos trilhos dos aproveitáveis, não é interessante, quase um invisível.

Ou apenas  descartou por ter formado outra família pelo casamento e não precisa da velha, com os amigos velhos incluidos no "pacote abandono", porque, afinal,  todos cheiram a mofo mesmo, e duas famílias, [vamos combinar?] fica difícil  administrar.
E repete, como um mantra, "agora tenho minha própria família pra cuidar".

Quem está do lado dos "abandonadores" não se dá por vencido, nega o abandono e culpa os abandonados.
Esconde da própria alma o fato em si, não apenas com a desculpa que mais coube no seu caso particular, mas com frases feitas como justificativa.
E o repertório é vasto:
_Até tentei, mas eles são muito chatos.
_Não fui criado de maneira correta, tenho traumas.
_Todas as vezes que insisti em ir lá era só cobrança porque ficava pouco, mas era o que dava pra ficar, então não vou e nem ligo pra não escutar ladainha [esta é a mais comum quando os abandonados são os pais].
_A típica e velha "faço o que posso". O posso aí quer dizer, com todas as letras,  nada!
_Ou o esfarrapado "ele não me procura também, não vem me ver", sem entender que quem busca é quem tem forças pra andar, não o exaurido pelo tempo implacável que pega todos no laço, e o mais velho está na descida, cada vez menor, cada vez mais baixo, cada vez mais fraco.

Parece sempre o certo, o correto, o bom da história perante seu círculo.
No fundo nem é culpado, pois acredita na sua verdade, do mais fundo do self, como única.

Os pertencentes a turma quebraram a ferramenta espiritual de olhar a solidão e a necessidade alheia pelo prisma real.
Não sentem piedade, não sentem amor, não sentem saudade, vão esquecendo, aos poucos, aquele ser que um dia fez parte da sua vida, foi peça importante.
E não se perguntam nunca como será que o abandonado sente isso.
Será que ele, o descartado, está com saudade?
Será que ele, o descartado, sente falta por que ainda tem muito amor e não consegue oportunidade pra demonstrar?
Será que ele, o descartado, conseguiu esquecer o tempo de convivência, mesmo que não tenha sido tão pacífica como gostaria e tentou fazer que fosse?
Será que ele, o descartado, chora ao lembrar este período e pensa que morrer seria a solução ideal, uma ajuda talvez, para o problema do que o abandonou, numa espécie de autoflagelação que leva direto para a depressão?

E será que quem abandona tem condições de olhar pra dentro de si e descobrir que, mesmo em núcleos nem tão felizes, com diferenças de pensamentos e conceitos,  ninguém do clã merece o abandono por mais que  pareça ruim, na sua visão pessoal?
Será que parou pra pensar em como ele reagiria se, quando estivesse  com menos força, com mais idade que os ombros pudessem carregar, com doenças que a idade traz se instalando, todos o abandonassem?
Nenhum telefonema, nenhuma visitinha, nenhuma palavra de conforto... Merecesse ele ou não, na opinião da nova tribo de abandonadores.

Geralmente os que abandonam tem uma religião, e cumprem seus deveres como participantes do grupo. Fazem caridade com os velhos e os descartados alheios. Visitam orfanatos, asilos, presidios, hospitais, e saem secando os olhos.
Choram também quando assistem, em filmes-ficção, o abandono descrito cruamente, cruelmente. Muitas vezes se empenham nas causas de abandono ou tortura de animais.
São perfeitamente adaptados a sociedade e suas regras, são exemplos dentro de suas comunidades.

Ninguém consegue ler a alma do abandonador, nem a do abandonado.
Então, que este último tome tenência, sofra calado sem deixar de amar o que se foi pelas esquinas do mundo em nenhum dia da sua vida, afinal, pra ele, a morte está mais perto que a vida.
E o amor ainda é o único sentimento que difere e separa os seres em categoria: A da Luz e a da sombra.
Quem ama tudo desculpa, tudo entende e tudo suporta, até a solidão do abandono por ser considerado um traste chato, cobrador, reclamante, incapaz e ruim.
Desculpa os gritos que lhe são dirigidos, as mentiras mulambentas como justificativa.  Desculpa até ser alvo de raiva e da fúria por coisas que tentou dizer, mas ou caiu em ouvidos moucos, ou foi entendido do jeito que mais servisse ao plano B do abandono.
E aí, numa virada perfeita, golpe de mestre, o abandonado passa a ser, exclusivamente e com medalha de honra ao mérito, culpado e causador do próprio abandono.

Este é o quadro do abandono no mundo atual, bem maior do que se pensa.  E o do desamor, maior ainda.
Assim são as artimanhas e armadilhas em que se prende o abandonado para aliviar a culpa e continuar posando de boa gente.

Um dia o mundo será formado por "seres humanos" de verdade!
Seres que não precisarão nem de laços de sangue para se saber irmão de todos os outros, onde se ampararão mutuamente.
Talvez não seja pro meu tempo, ainda, esta reforma íntima coletiva, mas torço por ela assim mesmo.

E quiçá nunca me veja incluida na lista dos abandonados, nem da dos que abandonam.
Até agora estou conseguindo me manter a tona, braçadas fracas, mas seguras, Deus no comando.
Prefiro a morte, que esta iguala todos no pó, a desamar alguém, seja família pelo sangue gerado na carne, ou família pelo sangue de Cristo.

Boa velhice a todos nós, porque esta só não chega se o Portal Mágico se abrir antes dela.

[elza fraga]

sexta-feira, 29 de março de 2013

APRENDENDO A SAIR DA CASCA


 

[Quiçá consiga ainda nesta encarnação]

Acabei de ler este post em página amiga [Raphael Marques via facebook]:
"_Se estão a linchar em praça pública até quem curte os próprios posts , imaginem quem fala o que pensa !"
Curti de imediato!
E voltei ao meu mural pensativa e cheia de caraminholamentos.

Por mais que me neguem e me façam invisível.
Por mais que inventem uma Elzita que não existe e a espalhem, soprando ao vento conceituações de responsabilidade de cada autor.
Por mais que enxerguem falsidade no meu bojo, onde tento só cultivar transparência (Se é que alguém enxerga isso, a gente nunca tem acesso total a mente e a ótica do outro).
Por mais que os verdadeiros amigos, que são em bom número e ótima qualidade, saibam que as verdades que digo, mesmo que suavize para anestesiar, são exatamente o retrato do que penso.
Por mais que fale diretamente ao interessado, sem intermediários.
Por mais que me esforce para obedecer a lei do amor incondicional a todos, mesmo aos que se dizem meus inimigos, que eu, de cá, não sou inimiga de ninguém e nem quero; entendo que não posso tirar o direito sagrado do companheiro não gostar de mim e deixar isso claro, pelas costas, em piadinhas irônicas ou ao vivo e a cores. Sempre preferindo a terceira opção, apesar de a saber rara.
Por mais que veja o quanto tem de gente que desce na escala de evolução espiritual para agradar ao grupo que pensa pertencer, no exercício de falar o mesmo idioma, ter os mesmos costumes, se agrupar em bandos de fofoquice, sem perceber o comprometimento da alma, apenas para ser aceito e se dizer pertencente aquele determinado, que ele acha a elite dentro do seu núcleo social.
Por mais que veja sorrisos, elogios, as vezes até bitokitas no rosto e abraços de urso, de gente que, por trás, me desconstrói [com a falsa impressão que está me decodificando], em inverdades que são suas...

Aprendi que:
_Todas as imperfeições que localizam na minha alma e no meu proceder [posso até tê-las ainda... também!] vem de dentro da propria mente que as percebeu em mim. Somos espelhos, vemos no outro nossa imagem e semelhança.
_Podem exagerar em alguns pontos, mas sempre acertarão em outros pela lei das probabilidades, pois imperfeições todos nós temos cá as nossas.
_Que isso tem conserto, mas requer vigilância de pensamentos, palavras e ações, vinte e quatro horas diárias. E nem todos tem a persistência de retomar o caminho quando falham neste ítem. O recomeço da vigilância é tarefa árdua, pois se sabe que o policiamento vai requerer mais rigor a cada escapulida da mente. Alguns "muitos" desistem no caminho.
_Somos todos falhos em algum mecânismo espiritual, pois se possuíssemos a perfeição em todos, não estaríamos aqui. Então me sei imperfeita sim, mas não brigo comigo e nem me repreendo, apenas tento fazer o meu melhor, mesmo que os outros não enxerguem meu esforço, pois não faço por eles, faço por mim!
_E ainda aprendi, de lambuja, que não sou, e ninguém é ou foi algum dia em algum tempo, neste mundinho giratório, unanimidade! Nem Jesus, que foi a encarnação do amor vivo, conseguiu a compreensão e o amor dos humanos.
Não se agrada, bem fala o ditado, a gregos e troianos.
E isso, querido amigo que, porventura, se acha fora da roda, diz respeito a você também!

Então, depois que se vive o suficiente para não apedrejar mais os deslizes próprios ou alheios, a gente só pode partir do princípio que o melhor é amar, e calar quando não for chamado a depor.
E, se for convocado a testemunho, colocar em palavras apenas a nossa verdade, da maneira mais direta e simples possível.
Exercitar a cortesia em grau máximo, pois isso faz bem não a quem recebe, mas a quem dá.
Ser o mais leal que conseguir com a gente, pois é assim que se aprende a ser leal com o outro.
E viver a vida sem matar o tempo com besteiragens inúteis, pois estas não contam ponto no balanço final.
Nem precisamos matar um leão por dia, precisamos aprender a amar, e a se fazer amado, pelos leões do caminho. Melhor que destruir é afagar.

Só quando a gente aprende a sair da casca é que se concretiza o verdadeiro nascimento, porque ser parido é apenas vir ao mundo.
Nascer pra vida é muito mais complexo que o ato de ser cuspido pra fora de um ventre.

Estou tentando sair da casca, não é fácil nem indolor [viver é sem anestesia], mas também não é impossível...
E se falhar recomeço, quantas vezes for preciso, enquanto estou na estrada tudo é possível, até o milagre de me deparar com a lanterna que me foi presenteada no ato da concepção da alma, oxalá acesa!

Imagem: Criança geopolítica assistindo o nascimento de um novo homem, 1943 – Salvador Dali

[elza fraga]

segunda-feira, 18 de março de 2013

DESCULPA INCONDICIONAL PARA TODA OFENSA



Quando desculpamos um ofensor, de coração e espírito, mesmo que o pedido de desculpas não tenha sido formalizado [ou mesmo que o outro se ache cheio do direito de ofensa], curamos a nossa alma da chaga do desamor, da mágoa, do rancor, do desejo de vingança.
E com isso nos libertamos do peso que não nos pertencia, mas que colocaram no nosso fardo no ato da ofensa.
O ofensor tenta desarmonizar nossa alma, apagar a pouca Luz que já conseguimos, nos impedir de aumentar nossa chama e nos impossibilitar o exercício do perdão.
Ao aceitar este jogo passamos a sintonizar na mesma frequência, nos igualamos a quem ofendeu.
Aqueles que, nesta hora, lembram que todos os encarnados na Terra tem a mesma harmonia, mas em sintonias diferentes, e conseguem forças para mentalizar o perdão, tem mais facilidade de manter a sintonia conseguida, não descendo o padrão.
Esta semana deixei que ofensas me pegassem a alma, a picotassem em pequenos pedaços e misturassem todos, até que não soubesse mais a que lugar do meu espírito pertencia cada recorte.
Revidei, não me calei e revelei que sabia o teor e o tamanho da ofensa.
Desarmonizada, me destemperei, deixei que o emocional tomasse minhas rédeas e galopasse meu instinto, abri mão do próprio controle, esqueci que sou espírito [em matéria emprestada por pouquíssimo tempo], não sou a bolha biológica que caminha e é visível a todos, esta deve sempre ser orientada e guiada pela chama da minha alma invisível até a última molécula funcionante.
Foi complicado remontar o quebra-cabeça.
Consegui ao ler o trecho abaixo:

"Você ai, tanto quanto nós, padece o desafio constante das dificuldades que lhe dizem respeito ao aprimoramento da alma, e, sinceramente, não dispomos de receituário para a sua doença, além daquele que nos é formulado pelos princípios cristãos no capítulo em que nos aconselham desculpa incondicional para toda ofensa."
(Irmão X por Chico Xavier)

Sei que este trecho - receituário - me chegou aos olhos não apenas por uma rede social, ou um livro ao acaso. Veio até a mim por emissários da Luz.
É a espiritualidade do bem no suporte aos encarnados tão necessitados de amparo, pois caem ainda nestas tolas armadilhas.
Agradeço aos meus extra-corpóreos e ao meu espírito protetor, que receberam permissão para virem em meu socorro.
E sinceramente arrependida peço perdão ao Criador que, sempre, na Sua Bondade e Misericórdia Infinita, nos acolhe novamente quando sabe que é sincera a retratação.
E, por me saber perdoada pelo detentor de todo o perdão do Universo, reconheço como sábias as palavras do ensinamento do Irmão X, psicografadas por Chico Xavier.
Alma inteirinha de novo em processo de cura rápido e irreversível,
afirmo, decretando:
"Desculpo incondicionalmente toda ofensa e a desconsidero como tal. Peço que aos ofensores nada seja cobrado, como se nada tivessem feito, e, se possível, que isso possa ser apagado do Livro do registro de suas vidas.
E aceito o que passei como mais uma lição, necessária para o meu aprendizado, recebida."
Apenas isso!

[elza fraga]

DIVAGAÇÕES SOBRE UM MESMO TEMA


(Se sopras a centelha ela se inflama, se cospes nela, ela se apaga. É tudo feito pela boca.
Nazareno Tourinho)

Ando pensando muito em perdas e no quanto se gasta em querelas bobas pelo simples prazer de pertencer a um grupo.
Tem gente que vende a alma só pra se sentir popular.
E o que se ganha com a suposta popularidade? Mais visibilidade? Mais gente dentro do círculo da exímia arte de falar mal da vida alheia? Mais largura no cordão de bajuladores? Mais uma cadeira, a cada dia, na roda dos sem serventia?
E pensando nisso percebo que os semelhantes realmente se reconhecem e se agrupam, seja para o bem ou para o mal. Discordo da teoria que polos opostos se atraem, isso só acontece na Física, nunca na vida , no cotidiano de gente, na fila de seres humanos.

E aí me perco em divagações e em conversas internas, pois prefiro conversar comigo e com amigos, escolhidos a dedo pelo conteúdo e pela ética, que me perder em rodinhas fúteis com gente formada e mestrada em Bestiologia e Artes Difamatórias.
Quem perde mais quando é maledicente, ele ou o alvo de sua lingua?
E se esta maledicência vem por inveja, quem é mais prejudicado, o invejoso ou o invejado?
E se a malediência tiver o agravante de ser mentirosa, não apenas uma "fofoquinha tola", mas uma calúnia feita com propriedade e com seu autor sabendo sua responsabilidade [por não sofrer de nenhum problema mental], quem fica com o dolo, a flecha ou o alvo?
Questionamentos que tem que ser feito por todo e qualquer um que deseje, sinceramente, fazer parte da "raça humana".
Estar humano não é apenas ter sido gerado... Ovo, sementinha, de zigoto a embrião, embrião virando feto, feto que, no milagre da vida, nasce como um bebê totalmente desprovido de proteção, precisando de apoio e amparo, em forma de cuidados, para ter a vida preservada.
Estar humano é se comprometer com a corrente, lembrar este princípio e aprender a tomar cuidado com todas as formas de vida, sejam humanas ou não.
Estar humano é saber, primeiro, seu compromisso com algo muito maior, que eu, particularmente, chamo de Criador. Depois vem o comprometimento com todos os que passam por esta estrada estreita que é a Vida.
Estar humano não é ser perfeito, mas é tentar, e tentar, todos os dias de existência neste plano, combater as imperfeições que se vai descobrindo ao longo da trajetória.
Quase todos não conseguiremos, nesta encarnação, chegar a perfeição. Isso é fato, não pecado mortal. Estamos aqui para aprender.

Então por que não aproveitar as oportunidades, em forma de lição, que o mundo coloca em nossas portas diariamente?
Por que não tentar passar nos testes que nos são aplicados?
Eu erro, tu erras, ele erra, nós erramos, vós errais, todos erram!
Vendo este verbo conjugado e sabendo que faço parte, muito a contragosto, desta condição de "ser humano", tento passar a palavra erro para comprometimento, responsabilidade, imperfeição...
Tento tirar o peso da palavra com novas nomenclaturas, me vigiando para não cair em tentação, enviando energia de amor e Luz aos que me rodeiam, gostem de mim ou não, sejam meus amigos ou não.
Sei, de coração limpo e com sinceridade, que não sou inimiga de ninguém que transita sobre este planeta. Mas aos que desejam ser [ou se dizem] inimigos, estejam a vontade.
A responsabilidade de cada vida pertence exclusivamente ao seu dono, como o pagamento por cada ato e por cada ódio gratuito também.
É o tal do livre árbítrio tão falado para justificar as trombadas que damos, as caquinhas feitas que sabemos sem retorno.
Errar é humano, persistir no erro é burrice e perda de tempo.
E a boca, esta mesma boca que beija em ósculo de pureza, que permite que palavras meigas e doces formadas pelo aparelho fonador escapem por ela, também pode servir de instrumento de tortura.
Palavras tanto podem dar vida como dar morte. Sentenciam, penalizando ou desculpam, num ato nobre.
Coitado daquele que usa a fala [um dom recebido, não uma obrigação de Deus com o ser humano], como chibata!
Caminhemos com a cabeça erguida e os olhos fitos a frente, não nos permitamos o desvio do olhar pra ver a possível imperfeição do irmão.
E, principalmente, calemos os julgamentos, quem somos nós pra saber o que mora na alma alheia?

Então...
("Quando você se por a medir alguém, meça direito, parceiro.
Meça direito.
Certifique-se de que você levou em conta quantas montanhas e precipícios esse alguém precisou atravessar para chegar nas escolhas que fez!"
Andréia Loureiro)

("Quando você julga os outros, você não os define, você define a si mesmo."
Wayne Dyer)

(" Julgar os outros é perigoso. Não tanto pelos erros que podemos cometer a respeito deles, mas pelo que podemos revelar a respeito de nós."
Philemon)

("Óh Grande Manitu, ajudai-me a nunca julgar o próximo antes de ter andado sete léguas nas suas sandálias."
Oração dos Índios Sioux)

Que tal se todos nós, num esforço conjunto, começassemos a pensar mais nas próprias vidas e em como melhorar e combater as imperfeições que temos, e deixássemos a vida do outro pra que ele mesmo cuidasse?
Reconhecessemos que o julgamento é feito por um setor responsável, que nem fica neste plano?

Acredito no dia em que o homem será amigo do homem, sei que não estarei aqui pra ver este tempo de Luz, mas me rejubilarei, de onde estiver.

[elza fraga]