domingo, 7 de abril de 2013
E VOCÊ, DESISTE OU LUTA?
Tanta vaidade entre nós... Tanto arrogância sujando nossas almas.
Tantos se julgando superiores aos companheiros do caminho.
Tantos achando que amam, por que é interessante amar alguém com visibilidade, espaço, situação financeira ou "pedigree".
Tantos perdidos na estrada, orgulhosos do que não são, atropelando quem está no caminho, ou ignorando, que é bem mais doído.
Tantos abandonando os que não lhes presta mais por doença, idade, prazo de validade perto do vencimento.
Tantos buscando ajuda e recusando a orientação porque confundem com conselho ou manobra.
Tantos chorando por besteiras, desamando por puro egoísmo, afastando pessoas por maldade porque as acham indignas de participar do seu círculo, vendo as imperfeições alheias sentados sobre o próprio rabo.
Achando o capim do vizinho sempre mais verdinho.
A roseira alheia com flores mais viçosas.
A lua brilhando mais sobre outras cabeças.
E se riem em público é o riso frio dos que não mostram a alma por receio de se desvendar.
Ah, como prefiro o exuberante no conversar.
O espalhado no sentimento.
O de risada larga, braços abertos para abraços quentinhos de conforto.
O que se sabe igual a todos, com imperfeições e qualidades, mas procura só perceber o lado Luz dos outros.
Ignora o que o outro ainda não aprendeu, pois sabe que todos caminham pra sabedoria plena, e aquele que não sabe hoje, aprenderá com a vida. Não foca nas falhas que vislumbrar, mas valoriza os acertos.
O que esquece o passado no passado, lembra alguns momentos difíceis nas horas que precisa relembrar lições, ou os bons nas horas da saudade, pra elevar o pensamento ao Criador e dizer, do fundo do espírito, sou grato!
O que agradece pelos amigos que ainda estão por perto, e pelos que partiram, entendendo que só se fica enquanto a rota é necessária, o tempo preciso e justo, nem um segundo mais que o decidido por um Poder Maior.
O que valoriza quem lhe deu a chance de estar neste mundo, enquanto tantos se encontram nas filas reencarnatórias em súplicas por um espírito caridoso que os aceite e conceba.
E compreende o quanto vale esta oportunidade de aprendizado na matéria.
O que abre o coração a todos por igual, não eleva uns e rebaixa outros , fazendo gangorra da vida, pois vê que esta é o bem mais precioso do encarnado, e quanto mais se fizer elo da corrente, mas vai multiplicar suas chances de sair deste mundo com a consciência tranquila dos que tentaram seguir as leis de irmandade e amor incondicional.
O que conseguiu entender que por aqui não existe linha divisória, fomos nós, ignorantes seres humanos, que inventamos fronteiras, valores e posições sociais.
E, envergonhada, me reconheço na turba de aflitos em busca do caminho.
O que sabe a que veio, entende que tem uma missão a ser realizada, este já andou meio caminho.
Só quem anda a outra metade é o que descobre que missão é esta e a cumpre até o fim.
Todos nós temos ciência que o número dos que andaram a trilha quase inteira é pequetito.
E quando empurramos os que cruzam nossa trilha para o lado, com comentários, abandonos, descrença no que eles podem, covardia, cotoveladas na pressa de estar na linha de chegada, estamos empurrando, junto, nossa alma e nossa chance de subir degraus.
Nunca me retirei da lista dos que erram todos os dias, mas me vigio e tento colocar as imperfeições no tabuleiro das características pessoais e abafar até matar por asfixia, uma a uma.
Enquanto se está na carne temos tempo, talvez curto, por isso corro o mais que posso.
Mas sei que é vetado buscar o que foge da gente, o que agride com maledicência, calúnia ou gritos, o que não quer aproximação.
Como também sei impossível desculpar o que não quer ser desculpado por orgulho, mesmo que sejamos nós, ou não, os devedores do pedido de desculpas.
Neste tempo passado aqui, neste mundinho azul, do pouco que aprendi, me dói mais estes ensinamentos:
Somos todos tortos, imperfeitos, vaidosos, solidários só com quem a gente acha merecedor e irresponsáveis quando se trata de preservação de qualquer tipo de vida no planeta.
Canibais, comemos nossos irmãos animais, quando a Terra nos fornece o alimento do seu seio, como a mãe generosa dá o peito ao filho que sente fome.
Arrogantes, nos julgamos mais inteligentes, mais brilhantes, mais merecedores. Que o mundo nos tire o chapéu ou nos bata continência, afinal estamos no topo da cadeia alimentar.
E aí me pergunto... Até quando?
Giramos em torno dos nossos próprios umbigos, somos o centro do nosso universo inventado. Forjamos cartão de visitas com o desenho do que gostaríamos de ser.
Aprendi também o mais importante, e que serve de conforto nas horas insones:
Quando cada um de nós usar o tempo para desfazer estes equívocos, se sentir parte de um todo, e não um todo a parte, aí sim, o planeta engrena e muda a rota. Vai de encontro a Luz.
Daqui do meu cantinho peço ao Senhor que possa resgatar o meu tanto desta consciência perdida.
Difícil tarefa, caio e levanto quanto for preciso na tentativa, mas decidi, não desisto, mesmo que não consiga ainda desta vez.
Carregarei comigo para além do Portal Mágico a certeza de ter tentado, mesmo com todos os contras da tarefa.
E você? Desiste ou luta?
[elza fraga]
sábado, 6 de abril de 2013
NÃO FAÇA DA SUA ALMA CAMPO DE CONFLITOS
Hoje, pegando os ensinamentos da Grande Fraternidade Branca, deparei-me com um texto falando sobre as dificuldades que estão por vir e nos dando alento, pois as mudanças doerão um pouco, mas virão para que tudo, enfim, entre nos eixos.
Sei que muitos não acreditam, e os respeito tanto quanto os que professam o meu credo.
Mas não custa alertar para que não se deixem envolver pelo pessimismo, pelo medo ou pela desesperança.
O final será para o bem.
Apenas confiem e se entreguem a esta nova energia que está vindo, desconhecida ainda, mas iluminada, transformando todos os que se abrirem a recalibração e ajustes.
Que cada um tente não sair de sintonia com pensamentos de tristeza, de desalento, de ira. Pense paz e harmonia.
Evite se sentir injustiçado ou se vitimizar, isso só quebraria um elo na corrente de Luz, fazendo com que a mudança seja mais lenta e dolorosa.
Agora é só manter acesa a chama com pensamentos de amor incondicional. Vigiar a mente para que não fuja ao controle, o espírito é o comando, não a carne.
E tentar não cair nas teias passadas, pois todos trazemos, do pretérito, mazelas e imperfeições quase visíveis a olho nu.
Não se preocupe com elas, todos cometemos nossos erros e falhamos várias vezes, a Misericórdia sempre virá em socorro
do que se dedicar ao combate dos deslizes e desajustes.
Que o passado pertença ao passado, e por lá fique.
O que nos é pedido daqui pra frente é amor ao próximo, mesmo sem retorno. Respeito e proteção a toda forma de vida. Ajuda ao irmão que segue mais lento, oferecendo a mão.
E, principalmente, orientação se for pedida. Sem tentar ensinar nada, de nada sabemos, a orientação recomendada é sobre o valor do amor, da calma e da caridade [não só com a família, mas com os que chamamos de "estranhos" também, ninguém é estranho sob o sol do planeta].
Mesmo que não acredite, confie em uma Força Maior e não se deixe abater por notícias alarmistas, serão muitas, mas não faça da sua alma campo de conflitos.
Medite, ore na sua fé, se a possuir, e tente manter o equilibrio, tudo dará certo. Aliás, já deu!
[elza fraga]
Segue trechos da mensagem de Confúcio:
(Fonte: Boletins Ponte de Luz para a
Grande Fraternidade Branca - NaveLuz)
"Há alguns acontecimentos terrenos que indicam grandes mudanças, de forma que já percebemos como o tempo se aproxima e muitas coisas mudarão em nosso mundo. Há transformações na política e na economia, mas não acontecerá de uma vez, e sim em etapas, de forma lenta, para que também possa ser mais facilmente tratado pelas pessoas. O que mudará, no entanto, é a vibração, e ela virá acompanhada da visibilidade de muitas coisas que ainda estão invisíveis, e isto causará irritações nas pessoas, pois serão confrontadas com suas próprias sombras e não saberão o que isto significa.
...
Nós já lhes dissemos muitas coisas sobre isto, e parece que este momento se aproxima trazendo consigo outros comportamentos vibracionais sobre a Terra, mas isso acontecerá aos poucos, de forma que as pessoas possam se adaptar a eles.
...
Por isso, lhes pedimos para assimilarem bem esta mensagem, a fim de que saibam o que estará acontecendo quando chegar a hora. Meus amigos, estejam preparados para reagirem a todos as transformações quando algo mudar no mundo de vocês, é por isso que lhes avisamos sabiamente, e com a finalidade de que possam ajudar seus entes queridos quando chegar a hora.
[Confúcio]
terça-feira, 2 de abril de 2013
ABANDONO : CULPA, REDENÇÃO OU CARMA?
(Reflexão pra todos nós que caminhamos para a velhice, desde o dia em que nascemos)
Quando um ser humano relega ao abandono outro ser humano, por idade ou por achar no outro algum desmerecimento, seja parente ou apenas amigo
[e não falo do abandono de jogar fora num asilo ou numa casa de acolhimento, que isso, as vezes, é até caridade, falo do abandono de visitas, de telefonemas, de cuidados, de palavras de carinho e incentivo, de amor],
ele planta a semente do futuro, e cego, não enxerga o caminho sendo traçado.
Sempre o que abandona caça até achar sua desculpa:
_Ficou magoado com frases que não gostou de ouvir, afinal, o abandonado sempre cobra demais, é babão demais, é pegajoso demais.
_Seu tempo é curto, a vida é dinâmica demais pra se perder tempo com gente que já nem entende seus problemas.
_ O "em questão" não lhe merece mais o respeito, pois se aposentou, saiu do mercado da vida, dos trilhos dos aproveitáveis, não é interessante, quase um invisível.
Ou apenas descartou por ter formado outra família pelo casamento e não precisa da velha, com os amigos velhos incluidos no "pacote abandono", porque, afinal, todos cheiram a mofo mesmo, e duas famílias, [vamos combinar?] fica difícil administrar.
E repete, como um mantra, "agora tenho minha própria família pra cuidar".
Quem está do lado dos "abandonadores" não se dá por vencido, nega o abandono e culpa os abandonados.
Esconde da própria alma o fato em si, não apenas com a desculpa que mais coube no seu caso particular, mas com frases feitas como justificativa.
E o repertório é vasto:
_Até tentei, mas eles são muito chatos.
_Não fui criado de maneira correta, tenho traumas.
_Todas as vezes que insisti em ir lá era só cobrança porque ficava pouco, mas era o que dava pra ficar, então não vou e nem ligo pra não escutar ladainha [esta é a mais comum quando os abandonados são os pais].
_A típica e velha "faço o que posso". O posso aí quer dizer, com todas as letras, nada!
_Ou o esfarrapado "ele não me procura também, não vem me ver", sem entender que quem busca é quem tem forças pra andar, não o exaurido pelo tempo implacável que pega todos no laço, e o mais velho está na descida, cada vez menor, cada vez mais baixo, cada vez mais fraco.
Parece sempre o certo, o correto, o bom da história perante seu círculo.
No fundo nem é culpado, pois acredita na sua verdade, do mais fundo do self, como única.
Os pertencentes a turma quebraram a ferramenta espiritual de olhar a solidão e a necessidade alheia pelo prisma real.
Não sentem piedade, não sentem amor, não sentem saudade, vão esquecendo, aos poucos, aquele ser que um dia fez parte da sua vida, foi peça importante.
E não se perguntam nunca como será que o abandonado sente isso.
Será que ele, o descartado, está com saudade?
Será que ele, o descartado, sente falta por que ainda tem muito amor e não consegue oportunidade pra demonstrar?
Será que ele, o descartado, conseguiu esquecer o tempo de convivência, mesmo que não tenha sido tão pacífica como gostaria e tentou fazer que fosse?
Será que ele, o descartado, chora ao lembrar este período e pensa que morrer seria a solução ideal, uma ajuda talvez, para o problema do que o abandonou, numa espécie de autoflagelação que leva direto para a depressão?
E será que quem abandona tem condições de olhar pra dentro de si e descobrir que, mesmo em núcleos nem tão felizes, com diferenças de pensamentos e conceitos, ninguém do clã merece o abandono por mais que pareça ruim, na sua visão pessoal?
Será que parou pra pensar em como ele reagiria se, quando estivesse com menos força, com mais idade que os ombros pudessem carregar, com doenças que a idade traz se instalando, todos o abandonassem?
Nenhum telefonema, nenhuma visitinha, nenhuma palavra de conforto... Merecesse ele ou não, na opinião da nova tribo de abandonadores.
Geralmente os que abandonam tem uma religião, e cumprem seus deveres como participantes do grupo. Fazem caridade com os velhos e os descartados alheios. Visitam orfanatos, asilos, presidios, hospitais, e saem secando os olhos.
Choram também quando assistem, em filmes-ficção, o abandono descrito cruamente, cruelmente. Muitas vezes se empenham nas causas de abandono ou tortura de animais.
São perfeitamente adaptados a sociedade e suas regras, são exemplos dentro de suas comunidades.
Ninguém consegue ler a alma do abandonador, nem a do abandonado.
Então, que este último tome tenência, sofra calado sem deixar de amar o que se foi pelas esquinas do mundo em nenhum dia da sua vida, afinal, pra ele, a morte está mais perto que a vida.
E o amor ainda é o único sentimento que difere e separa os seres em categoria: A da Luz e a da sombra.
Quem ama tudo desculpa, tudo entende e tudo suporta, até a solidão do abandono por ser considerado um traste chato, cobrador, reclamante, incapaz e ruim.
Desculpa os gritos que lhe são dirigidos, as mentiras mulambentas como justificativa. Desculpa até ser alvo de raiva e da fúria por coisas que tentou dizer, mas ou caiu em ouvidos moucos, ou foi entendido do jeito que mais servisse ao plano B do abandono.
E aí, numa virada perfeita, golpe de mestre, o abandonado passa a ser, exclusivamente e com medalha de honra ao mérito, culpado e causador do próprio abandono.
Este é o quadro do abandono no mundo atual, bem maior do que se pensa. E o do desamor, maior ainda.
Assim são as artimanhas e armadilhas em que se prende o abandonado para aliviar a culpa e continuar posando de boa gente.
Um dia o mundo será formado por "seres humanos" de verdade!
Seres que não precisarão nem de laços de sangue para se saber irmão de todos os outros, onde se ampararão mutuamente.
Talvez não seja pro meu tempo, ainda, esta reforma íntima coletiva, mas torço por ela assim mesmo.
E quiçá nunca me veja incluida na lista dos abandonados, nem da dos que abandonam.
Até agora estou conseguindo me manter a tona, braçadas fracas, mas seguras, Deus no comando.
Prefiro a morte, que esta iguala todos no pó, a desamar alguém, seja família pelo sangue gerado na carne, ou família pelo sangue de Cristo.
Boa velhice a todos nós, porque esta só não chega se o Portal Mágico se abrir antes dela.
[elza fraga]
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