Quando se fala em reforma espiritual, em última chance de encarnação, em que é chegada a hora de correr e acertar o passo, que tudo é “pra ontem”; me sinto como a ré num processo intrincado, quase sem chances de ser perdoada, sem advogado competente, sem forças pra mudar a rota e me deixando apenas levar pela maré... ou pela brisa fresca.
Procuro olhar pra dentro de mim, o mais fundo que minha míopia espiritual permite, tentando caçar as respostas, os caminhos, o mapa que esqueceram de entregar no processo de encarnação.
E por mais que vasculhe fundo a alma, só acho mesmo a minha consciência que repete, incessantemente, para que me perdoe antes de tentar perdoar, pois sou eu a que mais preciso de perdão entre tantos vagantes na jornada.
Na minha cabeça, como um mantra que endoideceu, soa - até a exaustão - a palavra compaixão. Compaixão ao me perscrutar, ao sondar minha profundidade mergulhada na sombra, fugindo da luz, se cegando com ela. Compaixão ao localizar meus erros, defeitos, imperfeições. Compaixão por mim mesma.
Entendo o que a consciência espera de mim, me curvo a sua sabedoria inata, afinal ela é o “eu” que veio de longe e atravessou o portal comigo, e pousou aqui, nessa matéria com que fui presenteada para poder seguir no caminho do aprendizado. E é ela que me avisa quando devo puxar o freio das emoções, ou quando devo soltar as rédeas e me afagar com o abraço interno do perdão e da compaixão, pois os dois se complementam.
Quando conseguir ter compaixão, sem pena, sem vitimismo, me olhando de fora pra dentro, vou conseguir sentir o perdão pleno com que me agraciei.
E só aí, nesse momento, começarei a enxergar na proporção correta - sem exagerar na lente, sem diminuir ou negar - o que é possível endireitar e recolocar na estrada da luz.
E enxergarei também o que ainda se esgueira pelas sombras. O que ainda dói ao toque, se encolhe e tenta se esconder. Mas já possuidora da capacidade de desentocar a imperfeição rebelde, de pegá-la entre os dedos, acariciá-la e fazer o convencimento.
Trazê-la para o meu lado sol e mostrar o quanto é linda a estrada quando se trilha com amor e perseverança, quando não se desiste do caminho pra se esconder nas tocas que o id constrói, nem nas utopias do ego...
Apenas saindo devagar para a claridade, experimentando, vivenciando essa nova perspectiva, agradecendo a oportunidade de começar a andar ereto, cabeça levantada... Olhando o quanto é bela a estrada que se descortina a nossa frente quando se toma a decisão de pegar as próprias rédeas e seguir, consciente que Deus está no comando. Sempre estará!
E aí, sem dor desnecessária, sem medo e no tempo certo, a reforma se fará sem que nem nos apercebamos dela.
Procuro olhar pra dentro de mim, o mais fundo que minha míopia espiritual permite, tentando caçar as respostas, os caminhos, o mapa que esqueceram de entregar no processo de encarnação.
E por mais que vasculhe fundo a alma, só acho mesmo a minha consciência que repete, incessantemente, para que me perdoe antes de tentar perdoar, pois sou eu a que mais preciso de perdão entre tantos vagantes na jornada.
Na minha cabeça, como um mantra que endoideceu, soa - até a exaustão - a palavra compaixão. Compaixão ao me perscrutar, ao sondar minha profundidade mergulhada na sombra, fugindo da luz, se cegando com ela. Compaixão ao localizar meus erros, defeitos, imperfeições. Compaixão por mim mesma.
Entendo o que a consciência espera de mim, me curvo a sua sabedoria inata, afinal ela é o “eu” que veio de longe e atravessou o portal comigo, e pousou aqui, nessa matéria com que fui presenteada para poder seguir no caminho do aprendizado. E é ela que me avisa quando devo puxar o freio das emoções, ou quando devo soltar as rédeas e me afagar com o abraço interno do perdão e da compaixão, pois os dois se complementam.
Quando conseguir ter compaixão, sem pena, sem vitimismo, me olhando de fora pra dentro, vou conseguir sentir o perdão pleno com que me agraciei.
E só aí, nesse momento, começarei a enxergar na proporção correta - sem exagerar na lente, sem diminuir ou negar - o que é possível endireitar e recolocar na estrada da luz.
E enxergarei também o que ainda se esgueira pelas sombras. O que ainda dói ao toque, se encolhe e tenta se esconder. Mas já possuidora da capacidade de desentocar a imperfeição rebelde, de pegá-la entre os dedos, acariciá-la e fazer o convencimento.
Trazê-la para o meu lado sol e mostrar o quanto é linda a estrada quando se trilha com amor e perseverança, quando não se desiste do caminho pra se esconder nas tocas que o id constrói, nem nas utopias do ego...
Apenas saindo devagar para a claridade, experimentando, vivenciando essa nova perspectiva, agradecendo a oportunidade de começar a andar ereto, cabeça levantada... Olhando o quanto é bela a estrada que se descortina a nossa frente quando se toma a decisão de pegar as próprias rédeas e seguir, consciente que Deus está no comando. Sempre estará!
E aí, sem dor desnecessária, sem medo e no tempo certo, a reforma se fará sem que nem nos apercebamos dela.
[elza fraga]

Nenhum comentário:
Postar um comentário